
A decisão de amamentar ao peito ou usar um substituto do leite materno é da mãe e da família. Contudo, não é possível tomar decisões sem se conhecerem os prós e os contras dessas decisões, se não estiver na posse da informação que permita valorizar os diversos aspectos em jogo. Além disso, o aleitamento materno é uma capacidade que se aprende, vulnerável a falta de informação, experiências negativas, inexperiência ou falta de apoio.
Tradicionalmente, amamentar era o padrão normal de comportamento. Os conhecimentos eram transmitidos de geração em geração, crescia-se a observar pessoas a amamentar, havia sempre, por perto, alguém com o saber e a disponibilidade para ajudar, corrigir, apoiar. Tal não acontece actualmente, com estilos de vida diferentes, dificultadores da amamentação, com modelos e hábitos de aleitamento artificial, com mães e avós que não amamentaram e/ou não foram amamentadas, sem experiência e desconhecedoras dos aspectos práticos e dos “truques” da alimentação natural ao peito.
Para se ter uma verdadeira opção pelo aleitamento materno é necessário estar correctamente informado e dispor de oportunidade para tal.
Assim, é absolutamente único e imprescindível o papel que os profissionais de saúde podem, e devem, desempenhar na protecção, promoção e apoio ao aleitamento materno.
Em primeiro lugar os profissionais de saúde têm que desempenhar este papel de conselheiros, amigos, confidentes, que substitui ou complementa a rede de familiares e amigos tradicional. As mães procuram ajuda e a confirmação de que o que estão a fazer está correcto. Os profissionais de saúde têm que disponibilizar a informação correcta e útil, ajudar as mães a ultrapassar as dificuldades e a prevenir problemas da amamentação.
Por outro lado, o aleitamento materno é um assunto de Saúde Pública de primeira grandeza, pelo seu insubstituível contributo na promoção da saúde e prevenção da doença.
Os profissionais de saúde sejam médicos, enfermeiros ou outros, têm um papel fundamental e insubstituível no objectivo que é aumentar a incidência e a duração do aleitamento materno.