Além da quantidade, a qualidade e a forma de utilização das gorduras e dos óleos têm importância fundamental para o equilíbrio da alimentação. Sabe-se que o padrão de consumo de lípidos por parte da mãe influencia a composição lipídica do leite materno. Desta forma, é muito importante dar a conhecer à lactante as principais características dos diversos tipos de gorduras e óleos normalmente utilizados na alimentação do dia-a-dia e pela indústria alimentar.

Principais características das gorduras e óleos mais comuns:
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as gorduras, banha, manteiga, natas, toucinho e toda a forma de gordura de origem animal presente nas carnes e nos lacticínios, e o óleo de palma contêm mais ácidos gordos saturados, prejudiciais à saúde em quantidades elevadas, e o seu consumo deve ser mais restrito;
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a gordura vegetal hidrogenada, normalmente presente em alguns produtos de pastelaria, caldos concentrados, margarinas, chocolates, gelados, molhos e refeições prontas, é rica em ácidos gordos trans, extremamente nocivos à saúde, devendo ser evitada;
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os óleos vegetais, de soja, de milho, de canola (colza), de amendoim, de girassol ou o azeite, por sua vez, são mais ricos em ácidos gordos mono e poliinsaturados, benéficos para a saúde nas quantidades adequadas, devendo ser preferidos em relação às gorduras e ao óleo de palma;
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o azeite é o óleo mais saudável para temperar e cozinhar;
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os óleos não devem ser aquecidos em damasia pois formam compostos nocivos à saúde. O óleo de amendoim e o azeite são aqueles que aguentam melhor as altas temperaturas, 220ºC e 180ºC, respectivamente, sendo portanto os mais indicados para frituras e assados.
Alguns conselhos práticos importantes para as lactantes:
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evitar o consumo de alimentos muito engordurados como fritos, salgadinhos, folhados, enchidos e produtos de salsicharia, molhos engordurados ou que contenham natas, leite gordo ou manteiga como base, carnes gordas, etc;
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evitar a utilização do mesmo óleo para fritar mais de 2 vezes, uma vez que os óleos, quando aquecidos, têm os seus teores de ácidos gordos mono e poliinsaturados reduzidos, perdendo assim algumas das suas propriedades, e, quando extremamente aquecidos, como ocorre em frituras, assados e estrugidos, podem vir a formar compostos cancerígenos;
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moderar bastante o consumo de manteiga e de margarina;
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optar por margarinas mais ricas em ácidos gordos poliinsaturados e livres de gordura vegetal hidrogenada (ácidos gordos trans);
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reduzir o mais possível a adição de gordura aos cozinhados e utilizar, de preferência, o azeite;
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aparar todas as gorduras das carnes e a pele das aves antes de cozinhar e no prato;
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evitar carnes gordas, presunto e enchidos;
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eliminar a gordura da superfície dos caldos, guisados, ensopados e estufados e prepará-los sem usar refogados, colocando no tacho tudo em cru;
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preferir os grelhados e os cozidos e assados com pouca gordura;
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optar por lacticínios (leite, queijo e iogurte) meio-gordos ou magros;
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habituar-se a ler os rótulos dos alimentos e procurar informações sobre os tipos e as quantidades de gorduras presentes nos mesmos!
Bibliografia consultada: 3
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