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Carnes, pescado e ovos: como orientar as opções?
A lactante deve ser orientada a variar bastante o consumo de alimentos deste grupo para obter o que cada um tem de melhor e evitar a concentração de determinados compostos nocivos presentes em alguns deles (dioxinas, hormonas, antibióticos, mercúrio, etc.).
Para prevenir toxiinfecções alimentares, todos os alimentos deste grupo devem ser consumidos bem cozinhados. Portanto, as lactantes devem evitar preparações que contenham ovos crus, como açordas, mousses ou doces com claras em castelo, carnes ou peixes crus, fumados ou mal cozinhados, presuntos, bacon, fiambres e frios em geral.
É importante dar a conheçer à lactante algumas das propriedades e alguns dos riscos oferecidos pelos diversos alimentos deste grupo.
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Carnes

Carnes vermelhas

As carnes vermelhas, como as de vaca, porco, carneiro e coelho, são importantes fontes de Ferro e de algumas vitaminas do complexo B. No entanto, as carnes vermelhas, com excepção do coelho, são mais ricas em gorduras saturadas e colesterol do que as demais fontes de proteínas e, por isso, deve-se recomendar o seu consumo cerca de 3 vezes por semana apenas.

Aves

As aves, principalmente o frango, são também boas fontes de Ferro e algumas vitaminas do complexo B e são menos gordurosas do que as carnes vermelhas. No entanto, é preciso evitar comer a pele das aves, que é muito rica em gordura saturada, nociva à saúde.     

 

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Pescado
Principal fonte de Ómega 3 da alimentação

Os peixes são boas fontes de vitaminas do complexo B e as espécies como o salmão, a sardinha, a anchova e o arenque são as melhores fontes de ácidos gordos essenciais do tipo Ómega 3, que estão presentes no leite materno na proporção das reservas e do consumo da mãe e são fundamentais para o desenvolvimento da retina e do sistema nervoso central do lactente.

Ainda que não haja um consenso científico, alguns estudos associam o consumo adequado de Ómega 3 à melhoria do estado de humor das mulheres após o parto e ao menor risco de depressão pós-parto.

A lactante deve ser aconselhada a incluir o salmão, a sardinha, a anchova ou o arenque em, pelo menos, duas das suas refeições semanais (cerca de 150g por semana) para garantir as suas necessidades de Ómega 3 durante este período.

O problema do Mercúrio

Mulheres em idade fértil, grávidas e lactantes devem ser orientadas a limitar o seu consumo de espadarte, peixe-espada preto, garoupa, marlin e atum grande de águas profundas a apenas 1 porção por mês, devido à presença, normalmente elevada, de mercúrio nestes peixes. O melhor mesmo é evitar o consumo destes peixes. Já os demais peixes e mariscos devem ter o seu consumo limitado a cerca de 3 ou 4 refeições por semana. Os peixes pequenos de águas superficiais são boas opções. O atum em lata, normalmente, não oferece perigo por se tratar de uma espécie pequena, o atum claro (light tuna). Mas é aconselhável verificar as informações das embalagens para ter a certeza de que se trata de atum claro (light tuna).

Outros cuidados

É sempre importante que a lactante tenha o cuidado de garantir a frescura e a procedência destes alimentos para evitar também as toxiinfecções alimentares. 
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Ovos

Os ovos, são bastante ricos em Ferro, Fósforo, Zinco, vitaminas do complexo B, vitamina A e vitamina D. Existem também ovos enriquecidos com Ómega 3 e estes são uma boa opção para que a lactante alcance as suas necessidades deste ácido gordo no organismo.

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia consultada: 1, 2, 3, 11 e 13

 
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