Não existem alimentos proibidos para a mulher durante o período da amamentação, embora saibamos que alguns bebés podem reagir a alguma coisa que a mãe tenha comido. Em cada cultura ou país existem opiniões diferentes acerca de determinados alimentos que podem causar transtornos no bebé, como gases, choro, irritação, dificuldades em dormir, ou recusa ao leite. No entanto, é importante ter em mente que, quando a mãe pensa que um certo alimento pode causar problemas, é possível que tenha a tendência de atribuir a esse alimento qualquer problema que surja. Mas é impossível saber previamente quais bebés irão reagir e a que alimentos. O método de "tentativa e erro" pode ser o melhor guia para a lactante, uma vez que estas reacções variam muito de bebé para bebé. Para isso, a lactante deve ser orientada a não ingerir vários alimentos suspeitos na mesma refeição ou em refeições muito próximas.

O quadro abaixo fornece uma lista dos principais alimentos responsáveis por reacções nos bebés quando ingeridos pelas mães durante o período de amamentação, bem como soluções para o controlo do problema.
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Alimentos
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Solução
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Os brócolos, as couves, a couve-flor, a couve-de-bruxelas, o repolho e alguns outros tipos de hortícolas da família das crucíferas, além dos pimentos, pepino e nabo, apesar de muito ricos nutricionalmente, podem alterar o sabor do leite e causar desconforto (formação de gases) e irritação, que normalmente duram até 24 horas, no bebé.
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É importante que a lactante esteja atenta aos sinais que o bebé pode apresentar durante a mamada (rejeição ao leite) e após a mesma (gases, choro, irritação, dificuldades em dormir) se ingeriu um destes alimentos. Se estes sinais forem evidentes, pode-se procurar, inicialmente, reduzir a frequência de consumo e as quantidades ingeridas do alimento. Se o problema persistir, é preferível orientar a lactante para que deixe de consumir o referido alimento, pelo menos nos primeiros meses de amamentação, para depois voltar a introduzi-lo em pequenas quantidades, sempre a testar a reacção do bebé.
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Os espargos, a cebola e o alho podem, igualmente, alterar o sabor do leite.
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Muitos bebés até gostam, mas é prudente orientar que a lactante não exagere e observe a reação do bebé.
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O leite e os derivados (leite, queijos, iogurtes e até a manteiga) podem causar reacções alérgicas no bebé. É mais provável que isso ocorra se houver história de alergia ao leite e derivados na família. Os sintomas podem aparecer, desde minutos, até horas após a mamada, e vão, desde diarreia, irritações de pele, desconforto e gases, à coriza (nariz a escorrer), tosse, pieira e congestão nasal.
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Se houver suspeita deste facto, pode-se cortar o consumo de todos os lacticínios e produtos que os contenham da alimentação da lactante por duas semanas, verificando os sinais do bebé. Após este período a lactante deve ser orientada a voltar a ingerir os lacticínios gradativamente. Se o bebé piorar novamente, é recomendável eliminar ou substituir este grupo de alimentos na dieta e, talvez, fazer uma suplementação de Cálcio. Os produtos à base de soja (leite de soja e tofú) podem ser uma opção. Mas também é necessário observar a reacção do bebé a estes produtos. As hortícolas, como o agrião, os brócolos, a couve galega, a couve lombarda, a couve branca, a couve portuguesa, a couve roxa e os grelos, a sardinha e as amêndoas são também boas fontes de Cálcio, mas podem não ser suficientes para o alcance das recomendações deste mineral.
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O chocolate pode causar irritabilidade e aumentar os movimentos intestinais do bebé.
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O consumo de chocolate deve ser ocasional e moderado para todas as pessoas e a lactante não é uma excepção. Se a lactante notar que o seu filho reage mal, deve deixar de consumir chocolate enquanto estiver a amamentar.
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Os citrinos (laranja, toranja, limão, tangerina), os morangos e o kiwi podem causar algum tipo de reacção no bebé. Os sintomas mais comuns são: desconforto, vómito, diarreia, vermelhidão na pele e coriza (nariz a escorrer).
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Se estes sinais forem evidentes, a lactante deve retirar alguns alimentos suspeitos da sua alimentação por uma semana e reintroduzí-los um a um até descobrir o "culpado", que pode ser eliminado da dieta.
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As leguminosas (feijões, grãos, favas e lentilhas), apesar de muito ricas nutricionalmente, podem causar desconforto (formação de gases) no bebé.
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A lactante deve ser orientada a estar atenta aos sinais que o bebé pode apresentar após a mamada (gases, choro, irritação, dificuldades em dormir) se ingeriu leguminosas. Se estes sinais forem evidentes, a lactante deve, inicialmente, variar a qualidade, reduzir a quantidade e fraccionar entre as refeições o consumo dos alimentos deste grupo. Se não houver resultados positivos, pode ser necessário deixar de consumí-los.
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Qualquer alimento que manifeste alergia na mãe, no pai ou em parentes próximos do bebé pode causar alergia também ao bebé. Os alimentos que mais frequentemente causam alergia são: o leite e os seus derivados, o trigo, os citrinos (laranja, toranja, limão, tangerina), o milho, os frutos secos oleaginosos (nozes, avelãs, amendoins, amêndoas, etc) e os mariscos. As reacções alérgicas no bebé variam entre diarreia, irritações de pele, desconforto e gases, coriza (nariz a escorrer), olhos a lacrimejar, vermelhidão na pele e eczemas, choro frequente e dificuldades em dormir.
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A lactante deve evitar todos os alimentos que causem alergia em si própria e no pai do bebé e estar atenta à reacção do bebé a alimentos que causem alergia em parentes próximos do bebé. No caso destas reacções serem evidentes, a lactante deve ser orientada a cortar no consumo dos referidos alimentos. Neste caso, deve receber orientações específicas acerca da necessidade de substituição do referido alimento ou grupo de alimentos por outros alimentos. A suplementação de alguns nutrientes pode ser recomendada principalmente quando se tratar do leite e seus derivados e do trigo.
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Atenção! A restrição de alimentos ou grupos de alimentos por parte das lactantes deve acontecer somente em casos de confirmação das reacções indesejáveis no bebé associadas ao consumo do leite materno.
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