A decisão de evitar ou interromper o aleitamento materno deve ser considerada individualmente, caso a caso, levando em conta, por um lado, os riscos para o bebé e para a mãe e, por outro, os benefícios claros que existem para ambos. As vantagens do aleitamento materno são tão numerosas e importantes que são raras as situações em que os riscos são maiores e, por tal, se deve evitar a amamentação.
A evolução rápida dos conhecimentos, a existência das novas doenças, de novos medicamentos, impedem uma permanente actualização. Desta forma, é sempre prudente, perante uma situação de dúvida, recorrer aos profissionais de saúde, em particular o seu médico assistente.
De uma forma resumida abordamos as situações mais importantes que podem impedir, entre nós, o aleitamento materno, assim como algumas questões que frequentemente são invocadas para interromper a amamentação, sem uma fundamentação sólida e pertinente.

Não é aconselhável amamentar com:
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Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)
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Tuberculose activa não tratada e até uma semana após o início do tratamento, o que de qualquer forma obriga, durante este período, a separação de mãe e filho. No entanto, o leite pode ser extraido e oferecido em um copo ou de outra forma
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Raros medicamentos, como: medicamentos usados em doenças malignas (anti-neoplásicos) e isótopos radioactivos para tratamento ou diagnóstico
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Drogas ilícitas, como: cocaína, heroína, marijuana, anfetaminas (ecstasy)
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Raras doenças metabólicas inatas, do bebé, como a galactosemia
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Recusa da mãe em amamentar
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Infecção com vírus citomegálico, mas apenas em bebés prematuros
Situações que precisam de ser consideradas:
Relativamente aos medicamentos, são poucos os contra-indicados e, se o forem, podem frequentemente ser substituídos por outros com efeitos idênticos.