Amamentar

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Tabaco

A alegria e satisfação interior que uma mulher sente por transportar em si um futuro ser humano pode ser comprometida por vários factores ambientais que interferem no desenvolvimento do feto e, posteriormente, do bebé. Um desses factores é a exposição ao tabaco, e uma das maneiras mais comuns de o consumir é através da queima das suas folhas sob a forma de cigarro. Embora existam muitas opiniões sobre o seu efeito na saúde da mulher e do bebé (por nascer ou já nascido), reveja o que a ciência confirmou e que lhe interessa saber para beneficiar de mais saúde e do prazer de ter um bebé mais saudável.

Sabia que:

 um homem que não fuma

  • melhora o seu desempenho sexual com maior satisfação para o casal?
  • evita mutações nos seus espermatozóides, facilitando a capacidade de fecundação?
uma mulher que não fuma
  • e que evita ambientes poluídos com o fumo do tabaco, capacita o seu bebé para ter, em média,mais 200 gramas do que os bebés de mães fumadoras, o que é uma séria vantagem para o recém-nascido?
  • diminui para metade o risco da sua criança contrair cancro e reduz a probabilidade de efeitos nocivos no crescimento futuro da criança, no seu desenvolvimento intelectual e no comportamento até aos 16 anos de idade, quando comparada com uma mãe fumadora?
  • e que amamenta o seu bebé, faz com que este sofra menos de cólicas, chore menos e ganhe mais peso, quando comparada com uma mãe fumadora?

O tabagismo é classificado pela Organização Mundial de Saúde como a principal causa evitável de doença, morte e diminuição da qualidade de vida no mundo ocidental. Uma em cada duas pessoas que utiliza o tabaco morre com uma doença relacionada com o tabaco.

O uso do tabaco tem efeitos na aparência da pessoa, sua condição física, financeira e relações inter-pessoais. A nível da saúde, as consequências percorrem o organismo com vários tipos de cancros, afectando vários sistemas (e.g. cardio-vascular, respiratório). A saúde mental é igualmente afectada. A nível do ambiente, o tabaco é causador de graves problemas (e.g. incêndios, fumo passivo e contaminação por monóxido de carbono).

No entanto, as consequências do uso do tabaco são diferentes de acordo com o género.

Assim, na mulher, o tabaco pode:
  • causar efeitos sobre as hormonas e induzir ciclos menstruais dolorosos;
  • conduzir a uma diminuição dos níveis de estrogénios e, assim, uma redução da eficácia do contraceptivo oral combinado;
  • levar ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares em mulheres jovens, quando associado ao uso de contraceptivos orais combinados;
  • diminuir a ovulação;
  • provocar alterações nas trompas de Falópio e perturbações da função tubária, o que contribui para uma redução da probabilidade da mulher engravidar;
  • condicionar a probabilidade de sucesso nos tratamentos de fertilidade.
Para a mulher grávida, o tabaco pode:
  • aumentar o perigo da gravidez ectópica;
  • aumentar em três vezes o risco de interrupções involuntárias da gravidez, uma vez que a nicotina causa vasoconstricção e um estreitamento das artérias placentares, o que determina que haja uma menor afluência de nutrientes para o feto;
  • provocar complicações placentares: alterações no processo normal de desenvolvimento; susceptibilidade à ruptura precoce das membranas amnióticas;
  • aumentar o risco de aparecimento de estrias;
  • dificultar a cicatrização após uma cesariana.
Problemas gerais associados ao consumo de tabaco:
  • agravamento da osteoporose;
  • indução de menopausa atípica, com sintomas mais severos e duradouros;
  • aumento do risco de enfarte do miocárdio (esta ocorrência é 4 vezes maior nas mulheres fumadoras);
  • ocorrência de várias doenças graves, como diversos tipos de cancro, doenças cardiovasculares e doenças pulmonares;
  • alteração de determinados parâmetros biológicos, tais como os níveis de glucose sanguínea e de insulina;
  • ocorrência de problemas de saúde oral.

Num estudo realizado em Portugal concluiu-se que:

  • 26% das mulheres fumavam antes de engravidar, e
  • 14% das mulheres fumaram durante a gravidez.

Destas, 

  • 37% pararam de fumar quando souberam que estavam grávidas,
  • 7,4% pararam de fumar durante a gravidez, e
  • 56% continuaram a fumar.

Além disso,

  • 40% das mulheres declararam estar expostas ao fumo de tabaco nas suas casas,
  • 47% das que trabalham declaram estar expostas no local de trabalho, e
  • 61% declaram estar expostas em casa ou no local de trabalho.
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